As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 20/03/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a violência contra refugiados é um fato social patológico. Sob esse viés, essa grave mazela ocorre devido à omissão estatal, além da negligência da mídia.

Nesse panorama, o descaso do poder público é um indubitável promotor dos casos de xenofobia. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições. Porém, tal acordo é violado quando o meio regulador não educa o seu povo para valorizar o conhecimento, porque estimula o crescimento de grupos extremistas que adotam soluções fáceis e, muitas vezes, burras para problemas complexos, ocasionando em um aprofundamento do preconceito diatópico. Sob esse prisma, o Estado é conivente com a situação dos refugiados, porquanto não toma medidas efetivas de longo prazo para protegê-los, como a democratização do estudo.

Ademais, a desatenção da imprensa é uma imperiosa incentivadora das hostilidades contra refugiados. Nessa conjuntura, conforme a Carta Magna de 1988, os meios de comunicação têm a função social de expor os empecilhos como instrumento para proteger a democracia. Conquanto, essa medida não é cumprida totalmente, pois não é exposta a xenofobia à coletividade como deveria, assim, contribuindo para a manuntenção de casos de não aceitação de um grupo, como os refugiados. Diante disso, a mídia é criminosa nesse caso, já que não cumpre a sua designação originária promulgada pela Consituição Cidadã.

Portanto, para que os refugiados não sejam mais agredidos, o Ministério da Educação deve, com a parceria necessária dos professores, instruir os ministrantes a dissuadirem ideias preconcebidas, por meio da promoção da importância da miscigenação, como histórias de imigrantes que foram muito importantes para o país. Somado a isso, com o fito de haver um país melhor e, consequentemente, próspero, a imprensa deve, com o apoio da opinião pública, criar campanhas de conscientização sobre a urgência de respeitar o diferente, veiculadas na internet. Dessa forma, o mundo será mais igualitário e justo.