As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 05/03/2022

De acordo com a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, observa-se a mesma condição no que concerne às dificuldades do acolhimento de refugiados, que segue sem uma intervenção que a resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave impasse, em virtude da falta de assistência governamental e do xenofobismo contra os refugiados.

Primeiramente, é válido ressaltar que a negligência governamental é uma causa latente da problemática. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948 – deve-se defender a manutenção do respeito entre os povos. Dessa forma, constata-se um empecilho à medida que o poder governamental se isenta do fornecimento de ações que visem assegurar a jurisprudência dos refugiados.

Ademais, outro fator que agrava o entrave é o xenofobismo. Segundo o jornalista Carlos Lacerda, “A impunidade gera a audácia dos maus”. Em outros termos, quando há normatização do problema e os assediadores não são punidos efetivamente, gera-se um âmbito mais propício para que a incidência dos abusos aumente. À vista disso, o preconceito contra pessoas vindas de outras nações deve ser punido antes que se torne um fator presente no cotidiano social.

Portanto, urge que o Ministério da Tecnologia, em parceria com o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) promova campanhas de conscientização que revelem o impacto negativo do xenofobismo na sociedade e como ele pode ferir os direitos humanos. Tal ação deve ser realizada por meio das redes sociais e canais de televisão referenciados, com o fito de promover a redução da intolerância racial e o equilíbrio de convivência entre os cidadãos.