As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/11/2021
Assim como a moderna problemática ambiental, a questão que envolve o acolhimento dos refugiados compõe o grupo de mazelas criadas, fomentadas e negligenciadas pelas potências imperialistas. Nesse tocante, o ditado popular “você colhe aquilo que planta” enquadra perfeitamente nesse contexto, de modo a realçar a previsibilidade do problema. Diante disso, vale ressaltar que a solução para a situação dos refugiados demanda a execução de políticas públicas, sobretudo dos países desenvolvidos.
Em primeiro plano, é importante recordar o cenário geopolítico global no início do século XX, visto que as tensões daquele período acarretaram a primeira guerra mundial. Naquele quadro, os países centrais do sistema capitalista praticavam uma política neocolonial, de tal sorte que o continente africano foi repartido - milimetricamente - entre tais potências, sem levar em consideração aspectos culturais dos povos daquela região, os quais eram, em muitos dos casos, rivais. Nesse sentido, deve-se ponderar que o resultado obtido, após a extrativação das riquezas naturais, somado à opressão do povo africano, foi de bastante turbulência e conflitos no continente.
Em segundo plano, cabe salientar o feito inédito realizado pela potência hegemônica, os Estados Unidos da America, em mais uma de suas intervenções em favor da democracia. Nesse caso, a guerra humanitária promovida pelos norte-americanos foi responsável pela queda da Líbia em 50 posições no índice de desenvolvimento humano (IDH), além de 200 mil cidadãos libaneses mortos. Diante disso, é válido ressaltar que a Líbia era até então o país com maior IDH do continente africano, visto que, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), até 2011 o país apresentava taxas de crescimento de 10% ao ano e possuía rendimento per capta superior ao do Brasil.
Portanto, verifica-se que o acolhimento dos refugiados é, de fato, um problema de difícil solução, haja vista as condições impostas a esse povo, de modo que a imigração torna-se a única alternativa para fugir da instabilidade e da violência. Desse modo, é imperioso que a Organização das Nações Unidas (ONU) aliada à União Europeia (UE) realize a abertura de suas fronteiras, como medida de responsabilização pelo transtorno causado. Nesse sentido, faz-se fulcral o financiamento de comunidades nos centros urbanos dos países europeus, com o proposito de disponibilizar moradia, além de auxílio monetário para a subsistência dos refugiados. Assim sendo, é fundamental que os imigrantes sejam alocados aos membros do bloco europeu propocionalmente ao produto interno bruto (PIB) dessas nações. Por fim, é de suma importância a incorporação desses povos à sociedade, a partir do estabelecimento de vagas de emprego reservadas aqueles que se encontram em tal situação.