As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 12/07/2019
De acordo com a Declaração Universal dos Diretos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas) – é direito de todos os cidadãos, vítima de perseguição, o direito de procurar asilo em outros países. Contudo, o cenário visto pelas dificuldades enfrentadas ao cruzar fronteiras, impede que isso aconteça na prática, devido, ao preconceito e falta de apoio, causando impasses na vida dos emigrados ao tentar recomeçar a vida.
É indiscutível que a discriminação social está entre os desafios do problema, tendo em vista que, a xenofobia, antipatia em relação aos estrangeiros, é uma prática constante em países que são rota de fuga para refugiados. Consoante a Freud em seu livro, ‘’ Psicologia das Massas e Análise do Eu’’, indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças. De maneira análoga, os exilados são vistos como uma classe inferior, sem o direito a educação, saúde, e moradia, por não estarem no seu país de origem.
De mesmo modo, destaca-se, que além do preconceito da população, a falta de assistência das autoridades competentes, é um fator que dificulta a realidade dos refugiados. Vale ressaltar, que a fuga destas pessoas é causada por guerras civis, perseguição religiosa, ou ditadura, ou seja, é inviável por tempo indeterminado o retorno para sua pátria. Logo, é primordial, oportunidades de emprego, para que seja possível um novo recomeço.
É notório, portanto, que há entraves a serem resolvidos para minimizar esse revés. Nesse sentido, o governo em comunhão com ONGs, como exemplo, a Fundação Bradesco, que oferece educação e profissionalização as crianças, jovens e adultos de baixa rendas, devem proporcionar também aos refugiados estas oportunidades, e em seguida, em parceria com empresas, encaminhá-los para um novo emprego. Desse modo, em médio e longo prazo, esse problema sairá da inércia.