As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 11/07/2019
“O ser humano não teria alcançado as dificuldades do acolhimento de refugiados se, repetidas vezes, não tivesse tentado obter os direitos de inclusão social concedidos aos refugiados”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que o acolhimento de pessoas, mas também posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de acolher um grupo marginalizado socialmente pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, cabe destacar que a realização de acolher os refugiados socialmente resulta em danos benéficos aos indivíduos da sociedade. Acerca dessa premissa, pode-se delinear um paralelo com os direitos constituídos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo a qual “toda pessoa sujeita à perseguição tem o direito de procurar e beneficiar de asilo em outros países”: o que se vê hoje é que o ser humano apresenta receios de que refugiar as pessoas no país possa alterar a conjuntura socioeconômica da sociedade. Além disso, haja vista que segundo a reportagem da Revista Veja, há o crescimento de um considerável número de pessoas que apresentam um pensamento ideológico relativamente contrário ao acolhimento de refugiados nas últimas quatro décadas.
Paradoxalmente, o Brasil, o qual é um país visto como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas públicas de inclusão social, deixa a desejar no que se refere à proteção de refugiados de modo a cumprir o direito de refugiar as pessoas sujeitas à perseguição exigido pelos Direitos Humanos, haja vista que segundo os dados divulgados no encontro organizado pela ONU(Organização das Nações Unidas), os campos de refugiados, a priori, produzidos para acolher os migrantes temporariamente, abrigam os migrantes em média 17 anos de modo a intensificar as dificuldades de refugiar as pessoas.
Portanto, as dificuldades do acolhimento de refugiados devem ser atenuadas para que sejam combatidas com a iniciativa do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com as escolas municipais, psicólogos e o Ministério da Educação, em realizar a implementação de debates socioeducativos, por meio de palestras psicopedagógicas e programas televisivos dedicados à temática a respeito dos refugiados. Além disso, também é necessária a propagação de folhetins educativos a respeito das dificuldades enfrentadas pelos refugiados e a instauração de políticas públicas de proteção aos refugiados, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade dos brasileiros em relação as dificuldades impostas pela sociedade brasileira para o acolhimento de refugiados não ser realizado no país, de modo que as palavras de Max Weber sejam assimiladas pelos brasileiros.