As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 11/07/2019

A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1988, assegura a garantia a vida digna e ao bem estar social. Contudo, ao observar a questão dos refugiados percebe-se que essa parcela da população não desfruta desse direito na prática. Nesse viés, convém aludir a problemática como consequência da falta de assistência e da Xenofobia, necessita-se assim de novas medidas para mitigar essa situação, pois consoante ao escritor irlandês George Shaw, “o progresso é impossível sem mudança”.

Mormente, é mister salientar, que esse embate social não teve início hodiernamente. Ao longo da história, o deslocamento de pessoas em busca de refúgio por seu lugar de origem oferecerem risco a sua vida e de sua família é recorrente. Nesse sentido, de acordo com a ONU, em 2018 foram registrados mais de 20 milhões de refugiados ao redor do mundo. Posto isso, é importante ressaltar que esse fato preocupa as autoridades internacionais, pois as suas políticas assistencialistas para os refugiados são insuficientes e não garantem a todos eles à dignidade necessária. Desse modo, urge a necessidade de que a comunidade internacional intensifique os investimentos a assistência fundamental e sua interação com nova população em que estão inseridos, para que possam usufruir de uma melhor qualidade de vida.

Deve-se pontuar, ainda, a discriminação e opressão são as principais dificuldades que os refugiados encontram ao pedirem asilo em um país estrangeiro. E a ausência de uma base educacional como ponto relevante a continuidade dessas atitudes. Para o Educador Paulo Freire, a intolerância, lamentavelmente, é a incapacidade de viver com o diferente, e , somente por meio da educação as pessoas podem mudar. No entanto, é válido, mencionar que o currículo de formação básica escolar, pouse se é debatido acerca da xenofobia, pois se tem o senso comum, como se isso ao existisse no Brasil. Diante desse contexto, fica indubitavelmente evidente que visão preconceituosas são reflexos de indivíduos intolerantes que necessitam trabalhar a aceitação por meio do esclarecimento.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário portanto, que ONGs que lutam pelos direitos dos refugiados, em parceria com o Ministério da Educação e Infraestrutura, financiados pelo governo federal, planejar e elaborar projetos estrutural de abrigo para os refugiados que sejam suficiente para suprir suas necessidades básicas. Além de promover palestras e atividades em comunidade e escolas com o intuito de conscientizar a população acerca da questão humanitária, solidariedade e embatia, a fito de os refugiados serem respeitados e reintegrados a sociedade como cidadão com todos os seus direitos e deveres garantidos como previstos na Constituição Federal Brasileira de 1988.