As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 03/08/2020
Os estudos a respeito de distúrbios de aprendizado são considerados recentes, uma vez que ganharam relevância apenas a partir dos anos 80. Conforme a ideia, sabe-se que alguns desses transtornos são comuns, como a dislexia, enquanto outros mais desconhecidos, por exemplo a discalculia, quando o estudante é incapaz de aprender matemática. Acerca disso, a detecção tardia, por falta de conhecimento sobre o assunto, e a falta de profissionais capacitados a esse modo de ensino dificultam a inserção de algumas crianças na escola. Desse modo, é indispensável ações governamentais que assegurem o acesso ao ensino por tais alunos.
Em primeira análise, observa-se que, devido aos poucos estudos sobre tais distúrbios até o momento, não há diagnóstico precoce. À vista disso, segundo a psicopedagoga clínica Tânia Maria, as crianças nascem com transtornos, porém se torna perceptível apenas no período escolar. Sendo assim, por falta de informação, muitas vezes a família negligência as dificuldades da criança, confundindo-o com falta de interesse, por exemplo. Dessa forma, nota-se a necessidade de atitudes ministeriais que atuem na conscientização da população a cerca dos sintomas frequentes, a fim de auxiliar num possível diagnóstico e futuramente na melhor ingresso escolar.
Em segunda análise, é perceptível a baixa quantidade de profissionais capacitados no tratamento e auxílio de crianças com distúrbio de aprendizagem. Sob essa perspectiva, sabe-se que o direito à educação é prescrito na Constituição Federal de 1988, apesar disso, a realidade tem sido bem distinta, em que o amparo educacional é insuficiente. Tal qual, o ensino de qualidade ao pueril com necessidades educacionais especiais depende do apoio pedagógico e médico especializado, como exemplo, em alguns casos, consultas ao fonoaudiólogo, não podendo ser limitado a apenas um professor. Logo, é necessária atuação governamental que assegure educação de qualidade aos estudantes diagnosticados.
Em virtude dos fatos mencionados, algumas atitudes devem ser tomadas para amenizar as dificuldades de inserção de crianças com distúrbio de aprendizagem na escola. Portanto, é cabível ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, não só conscientizar a população acerca dos principais transtornos, por meio de campanhas em escolas e hospitais infantis, de modo que auxilie no diagnóstico mais cedo, mas também, incentivarem a especialização de profissionais da saúde e educação no auxílio às crianças diagnosticadas, por intermédio do oferecimento de cursos de qualificação profissional, a fim de atuar na melhora da qualidade de vida do pueril. Feito isso, possivelmente haverá maior ingresso desse público nas escolas.