As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 22/06/2022

Durante boa parte da história, o trabalho foi reservado a plebe e temido por nobres, sendo considerado como uma forma de tortura. Porém, nos dias atuais, com o advento do capitalismo, se desenvolveu uma valorização do trabalho e da vida acadêmica. Por culpa disso, no Brasil, o futuro do jovem passou a ser resumido ao vestibular, o que coloca uma enorme pressão no estudante, esse problema ainda se agrava por culpa da falta de cooperação dos pais e da estrutura atual do sistema de ensino.

Primeiramente, evidencia-se a atitude paterna como uma agravante da problemática. Segundo uma pesquisa realizada em Belo Horizonte, 8 em cada 10 pais afirmam que o sucesso dos filhos é o que mais os angustia. Consequentemente, é comum forçar a escolha profissional em prol de moldar o futuro do jovem. Torna-se clara portanto a forma com a qual essas atitudes geram pressão em suas vidas, uma vez que além de prevenir o desenvolvimento da independência, pode gerar comportamento rebelde e minar a vontade de estudar.

Além disso, é importante destacar a estrutura atual do sistema de ensino como outra causa do problema. Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Similarmente. O costume com um sistema que ao invés de incentivar o pensamento crítico e a formação de indivíduos capazes valoriza a memorização robotizada e resume a capacidade do estudante em um único ano de vestibulares é um escândalo.

Em suma, cabe às escolas comunicar-se com os pais a fim de explicar a importância de dar liberdade para os jovens escolherem suas próprias carreiras. Ademais, cabe ao Ministério da Educação -responsável pela política nacional de educação- fazer uma reforma escolar por meio da diminuição do número de disciplinas e do nível do conteúdo, além de parear os vestibulares com um julgamento do histórico de notas, a fim de distribuir de maneira mais igualitária a pressão do ano de vestibular e dar um julgamento mais justo a todos.Assim, por meio dessas medidas, será possível alcançar um futuro no qual os jovens possam se tornar profissionais capacitados e responsáveis.