As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 01/06/2022

O filósofo francês Émile Durkheim defende que pressão que a sociedade exerce sobre os indivíduos é a causa de muitos problemas. Sendo assim, a pressão exercida sobre os jovens é prejudicial a eles. Nesse prisma, destacam-se como causa e consequência, o medo dos pais e os transtornos psicológicos.

Primeiramente, evidencia-se o receio dos pais, em relação ao futuro do jovem, como uma das causas do problema. Dessa forma, segundo o líder pacifista Gandhi, temos de nos tornar a mudança que queremos ver. No entanto, no que tange a questão do destino dos jovens, os pais que não conseguiram realizar o próprio sonho, ao invés de tentar alcança-lo acabam refletindo ele nos filhos, o que gera uma certa pressão no jovem, que se vê como responsável de fazer esse sonho acontecer.

Além disso, a pressão praticada sobre os jovens é um problema que tem como consequência transtornos psicológicos graves. Dessa maneira, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos. Porém, os adolescentes sofrem uma cobrança excessiva - por parte dos familiares, professores e colegas, além da pressão sobre si mesmo- que acarreta danos psicológicos, como ansiedade e insegurança, por receio dos jovens em falhar e decepcionar os indivíduos ao seu redor. Assim, fica claro que o ambiente em que a vítima está inserida impede ela de garantir o seu direito a uma boa saúde mental.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar as consequências da pressão exercida sobre os jovens. Consoante a isso, cabe as escolas orientarem os pais e professores a não colocar pressão sobre os adolescentes, por meio de conversas e palestras - com psicólogos, alunos, responsáveis e a equipe pedagógica-, a fim deixa-los cientes das consequências da pressão e conscientiza-los sobre a importância de apoiar os adolescentes sem pressiona-los. Somente assim, será possível diminuir as consequências da pressão sobre os jovens.