As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 31/05/2022
De acordo com a socióloga Debora Machado, “Muitos jovens sofrem de ansiedade e síndromes relacionadas ao que vão fazer no futuro”. De maneira análoga a isso, percebe-se na geração atual uma cobrança exagerada referente aos planos que estão por vir, tal como passar no vestibular, tendo como consequência problemas psíquicos e síndromes do pânico. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: os distúrbios mentais e a falta de debates sobre o assunto em sala de aula.
Primeiramente, é essencial salientar que os distúrbios mentais derivam da ineficácia do poder público no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo uma pesquisa de dados recolhidos pelo Jornal da USP, os quadros associados ao problemas psicológicos aumentaram em 27% dos anos 2000 até os dias atuais. Nessa conjuntura, percebe-se a influência das novas tecnologias no processo de escolha e decisão sobre o futuro, criando uma enorme pressão sobre o que irá fazer, consequentemente, intensificando os casos de ansiedades.
Além disso, é notória a falta de debates sobre o assunto em sala de aula como outro desafio da problemática. Consoante a isso, como citado por Paulo Freire, ninguém liberta a ninguém, as pessoas libertam-se em comunhão. Por conseguinte, a falta dessa comunhão provoca o aumento do número de jovens que exercem uma exagerada autocobrança relacionada ao futuro, bem como fazer um vestibular, gerando assim aumento dos casos conexos com problemas psíquicos.
Portanto, é necessário a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), será revertido em campanhas e palestras nas escolas, com profissionais qualificados para falar sobre o assunto, demostrando e ensinando como agir em casos de pressão social, com a finalidade de atenuar os casos de patologia mental na sociedade.