As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 30/05/2022

Conforme o sociólogo Émile Durkheim, a coletividade gera coercitividade, ou seja, as ações de uma maioria interferem nas decisões individuais. Sob esse viés, os indivíduos da sociedade brasileira hodierna lidam diariamente com a pressão coletiva referente a diversos aspectos de suas vidas. Essa problemática é intensificada na população jovem pelo grande uso das redes sociais, e, como consequência, causa prejuízos psicológicos em maior parte do corpo social. Logo, medidas são necessárias para a mitigação desse panorama.

Destarte, a imposição de estilos de vida considerados ideais, sobretudo pela internet, pressiona o indivíduo. Nessa perspectiva, padrões de beleza ou de comportamentos, criados pela coletividade, são facilmente propagados virtualmente, uma vez que o corpo social expõe os feitos da vida por meio das redes sociais, e, desse modo, o sujeito passa a desejar a mesma realidade, haja vista que parece ideal e assim poderá alcançar a felicidade. Esse problema é abordado em um dos episódios da série “Black Mirror”, o qual retrata uma jovem que vive em prol das validações recebidas via um aplicativo, mas não consegue encaixar-se no modelo proposta e tem sua saúde mental abalada. Dessa forma, devido à pressão social exercida sob cada pessoa, elas passam a seguir em direção às metas impostas socialmente, e não as delas mesmas.

Por conseguinte, quando um indivíduo não consegue atingir o padrão imposto pela sociedade, ele acaba frustando-se. Nesse sentido, o equilíbrio psicológico do sujeito é prejudicado, já que a coletividade o faz incorporar a ideia de que para o alcance do prazer individual, é preciso seguir os modelos ditados por ela. Consequentemente, os transtornos mentais como a depressão e a síndrome do pânico, além dos distúrbios alimentares, passam a ser recorrentes no corpo social do século XXI, assim como é verificado no dado da OMS, o qual revela que o Brasil possui cerca de 10% da população com o problema da ansiedade. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com as instituições de ensino, minimizar o cenário mencionado, por intermédio da promoção de palestras e debates lúdicos, os quais tem como temática a aceitação pessoal, além da implantação de psicólogos nas escolas, visto que os jovens são mais suscetíveis à coerção social.