As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/05/2022
O conceito ‘‘fuga dos cérebros" é caracterizado pelo movimento de saída dos profissionais capacitados do território nacional, devido às melhores condições de trabalho e reconhecimento encontrados fora do país. Essa é uma problemática enfretada pelo Brasil, haja vista que o investimento em ciência é encarado pelo poder público como gasto. Diante desse cenário, é relevante analisar as consequências a longo prazo dessa movimentação, a citar, a estagnação do desenvolvimento do país e a persistência do sucateamento da educação.
Para tanto, é revelante considerar que a postura negligente do Brasil diante
da necessidade do investimento em produção de tecnologias configura a longo prazo uma condição de subdesenvolvimento ao país. Nessa perspectiva, aliado a uma análise econômica, é importante considerar que o Brasil é fundamentalmente agrícola, o qual exporta matéria-prima e tem acesso as tecnologias por meio da importação desses recursos advindo de outros países. Diante dessa realidade, é coerente observar uma condição de dependência e sujeição. O que, por sua vez, distancia o país de uma condição de desenvolvimento, frente ao sistema econômico que privilegia a autossficiência.
Ademais, é fundamental considerar que a emigração dos cérebros é reflexo de uma infeliz realidade do sucateamento da educação no país. Para ratificar tal afirmação, uma pesquisa divulgada pelo canal de comunicação G1, afirma que a emigração intelectual está diretamente associada a redução do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Posto isso, as pessoas que consideravam a educação uma ferramenta de transformação social, um meio de garantir uma melhor qualidade de vida, encara um cenário de insegurança diante do mercado trabalho e falta de reconhecimento por parte do seu país.
Portanto, torna-se urgente que o Estado, livre de uma postura neligente, reconheça o poder transformador e desenvolvimentista da educação e assim garanta mais oportunidades de trabalho, valorizando os cientistas e os profissionais mais qualificados. Isso poder ser feito, por meio da oferta de recursos finaceiros e de infraestrutura a esse setor, a fim de que o país se desenvolva fundamentado em uma produção autossufuciente.