As consequências a longo prazo da persistência da fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/05/2022
A Constituição federal de 1988 é clara ao dizer que é dever do Estado garantir o desenvolvimento tecnológico e científico na sociedade. Contudo, nota-se que com a fuga de cérebros presente no Brasil, tal tese não é concluída, visto que muitos indivíduos encontram em outros países um meio de serem devidamente reconhecidos em suas respectivas áreas. Dessa forma, tal problemática pode ter consequências graves futuramente, visto que poderá ocorrer uma estagnação da economia, o que irá interromper o desenvolvimento do país.
Em primeiro lugar, é no mínimo negligente ignorar que a fuga de cérebros pode colaborar com a estagnação da economia. Nesse contexto, o inventor Santos Dumont disse que as invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso. Desse modo, não investir na tecnologia e na ciência, incentivando e colaborando com os pesquisadores e especialistas que buscam diariamente aprimorar, inventar e buscar por novas tecnologias, impede o progresso da economia. Dessa forma, com a fuga de cérebros ocorre uma estagnação da economia, visto que o ‘’trabalho teimoso’’ descrito pelo o Brasileiro não será possível pela a falta de incentivos.
Outrossim, um dos funcionários da empressa Apple, Steve jobs, disse que quem move o mundo na atualidade é a tecnologia. Sendo assim, ao estagnar a economia por conta da fuga de cerebros -o que impede o aprimoramento da tecnologia e outros meios- o desenvolvimento do país é impossibilitado. Nesse viés, são necessários meios que revertam a situação, para que o país se torne algo atrativo para os profissionais, possibilitando a sua permanência e posterior desenvolvimento de toda a sociedade.
Portanto, são necessárias medidas que resolvam a problemática. Logo, urge que o Estado, o principal responsável por garantir os direitos dos indivíduos, por meio de verbas governamentais, crie programas e projetos que invistam em meios tecnológicos, científicos, desenvolvimentistas e entre outros, para que os profissionais de suas respectivas áreas encontrem no seu próprio país uma garantia de vida, a fim de, a partir disso, garantir o progresso da economia e o desenvolvimento. Fazendo isso, a Constituição de 1988 será posta em prática.