Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/07/2021

Conforme a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, o Estado, por intermédio das escolas, deve facilitar a metodologia de inserção do indivíduo na sociedade, o que nem sempre ocorre, haja vista os altos índices de analfabetismo funcional. Nesse sentido, por um lado, a ineficácia das políticas públicas voltadas para reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil se encontra como problema principal. Por outro, o aumento de indivíduos excluídos, por dificilmente interpretarem um texto simples, funciona como impulsionador da problemática.

Sob esse viés, é relevante abordar que a Constituição Federal - promulgada em 1988 - assegura, no artigo 5°, a educação como direito de todos, sendo dever do Estado e da família, já que o âmbito educacional permite, autoritariamente, o desenvolvimento do intelecto e a qualificação de profissionais. Contudo, dados da pesquisa divulgada pelo IBGE, mostram que há 10 milhões de analfabetos na população brasileira, o que prova, infelizmente, a ineficiência do modelo de educação vigente. Desse modo, é notório que, de maneira torpe, o Poder Público negligencia essa questão e, sendo assim, o investimento na educação básica, com incentivo da Iniciativa Privada, deve ser prioridade para mitigar a problemática.

Ademais, vale ressaltar que durante o Brasil Monárquico, os nobres permitiam o ensino primário somente àqueles que eram ricos, excluindo assim a maior parte da população. Nesse bojo, fica nítido que ao perpassar das décadas foi irrisório o incentivo à leitura e à educação primária, o que dificulta o processo de inclusão, sobretudo digital, uma vez que os analfabetos funcionais não são capazes de entender o que é compartilhado. Logo, é inadmissível que um país detentor da Carta Magna perpetue amarras históricas e direcione os indivíduos à manipulação de informação.

Dessa forma, fica clara a necessidade de políticas públicas educacionais que reduzam o analfabetismo funcional no Brasil. Portanto, o Ministério da Educação deve investir em ensino básico de qualidade, por meio da melhor aplicabilidade de verbas, principalmente, na capacitação dos professores, responsáveis por passar o conteúdo ao aluno - via oficinas e cursos de leitura e interpretação. Com isso feito, o Brasil agregará, consoante ao que apregoou Durkheim, os iletrados no contexto social.