Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/07/2021
Na obra pré-modernista “Triste fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. De literatura à realidade, contudo, ao observar o analfabetismo funcional no Brasil -ainda que seja uma questão de grande valor- percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionado a essa problemática, é importante analisar a negligência estatal e a importância da educação.
A priori, vale ressaltar o Pacto Social, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos, como a educação. No entanto, é evidente que apesar da redução constante na taxa de analfabetismo nos últimos anos, tal redução ainda é ínfima para que o problema seja resolvido. Assim, é notória a ineficácia estatal na área educacional, direito esse, que é previsto na Constituição Federal de 1988, como inerente a todos os cidadãos.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva elucida-se a importância da ensinança para o desenvolvimento de uma nação. Desta forma, não é inesperado que o Brasil –apesar de almejar formar-se nação desenvolvida– persista em não valorizar a educação de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso a ensino de qualidade. Logo, cabe ao Ministério da Educação -órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro– garantir à população uma educação digna, através de projetos com a finalidade de assegurar que todos tenham acesso a escolas e materiais de estudo, e em parceria com as mídias, divulgar o poder e a importância do ensino para o desenvolvimento do país. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se aproximará da idealização do Policarpo.