Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 13/06/2021
Apesar das melhorias no âmbito educacional e no acesso às escolas, ainda existem jovens e adultos, que apesar de conseguirem ler e escrever, enfrentam uma certa incapacidade na compreensão e utilização de informações obtidas a partir de textos simples, como uma charge, por exemplo. Esse atraso na educação é presente, principalmente, em áreas pobres onde as pessoas não têm possibilidade alguma de educação decente, o que, além de gerar um retardo significativo no avanço da educação, contribui para o aumento do índice de analfabetos funcionais no Brasil.
Primeiramente, é interessante analisar as zonas onde encontra-se maiores índices de analfabetos funcionais porque a partir disso, haverá um entendimento da existência de um problema não estritamente educativo, mas um fenômeno quase “cultural” de um processo de exclusão da população moradora de regiões periféricas e rurais, onde a educação é imprecisa e ocasiona a perda da prática da escrita, leitura e da fala correta. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aplicada em pessoas residentes dessas áreas populacionais, verificou que 29% da população é analfabeta funcional e apenas 12% é considerada “proficiente”.
Outro ponto que está diretamente relacionado a essa derrocada no avanço da educação, é o incômodo fato de haver a formação de indivíduos inaptos de analisar a ironia contida numa charge de Larte Coutinho, por exemplo. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelou que as escolas brasileiras ainda formam analfabetos funcionais. A pesquisa mostra que 34% dos alunos apresentam índices de insuficiência na escrita, enquanto outros 54% estão abaixo do desempenho desejado em leitura.
É inaceitável, portanto, que exista uma parte da população afetada pela exclusão das regiões periféricas e rurais. Dito isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC), junto com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), criar formas de combate ao analfabetismo do povo nessas áreas, a partir da disponibilização de ferramentas didáticas, como um centro de informática em pontos estratégicos. Além disso, faz-se importante tornar evidente a importância da literacia no ambiente escolar e familiar, com o propósito de acabar com a formação de alunos analfabetos, fazendo jus à escritora americana, Betty Smith: “a educação nos ajudará a sair da sujeira e da mediocridade”.