Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Para o pensador francês Pierre Bourdieu “aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia, não de ser convertido em uma ferramenta de manipulação”. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo, no Brasil, posto que se tornou frequente o alto índice de analfabetização e a baixa escolaridade no país, evento este, que deveria ser de direito á todo cidadão. Isso ocorre, ora em função ao despreparo civil, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim da redução de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que o analfabetismo funcional é fruto da desigualdade social, maiormente, nas classes de baixa renda, onde a realidade tornar-se-ia se abdicar do estudo para garantir o sustento através do emprego. Ademais, o despreparo civil e a falta de estímulos nas séries inicias da criança, estão estre as causas do problema, fato este, corroborado pelo teórico John Locke que ratifica a noção de que nascemos como uma folha em branco e adquirimos conhecimento por meio das experiências vivenciadas. A parti desse pensamento, é de fácil percepção que é função dos pais, primordialmente, educar e estimular o menor, haja vista que são influenciados pelo meio em que vivem. Com o apoio da base familiar e escolar, cria-se o senso crítico do ser, minimizando assim tal problemática.

Outrossim, é indubitável que o analfabetismo no Brasil, deriva ainda, da baixa atuação dos setores governamentais á criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar a pesquisa do IBGE, que mostra que 70% daqueles que possuem um diploma de nível superior, não é capaz de entender ou redigir um pequeno texto. É relevante pontuar que as estruturas oferecidas pelo governo, que por muitas vezes, há escassez de materiais e de condições favoráveis para uma aprendizagem de qualidade. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Mediante á isto, faz-se mister, uma maior postura estatal para liquidar o dilema.

Depreende-se, portanto, alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir nas escolas, desde a tenra idade, programas de estimulação ao aprendizado, em função da sua necessidade, através de campanhas e palestras, além do apoio familiar influenciado o senso crítico na participação escolar do sujeito. Ademais, o Governo central deve priorizar os âmbitos escolares periféricos e suprir suas necessidades, instaurando Secretarias planejadas com assistentes sociais para a averiguação da precisão de cada uma, no intuito de um ensino eficaz, afim do preenchimento da folha em branco de cada cidadão.