Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Tratando-se de um alarmante impasse na atual conjuntura da sociedade brasileira, o analfabetismo funcional tem levantado diversos receios quanto à eficiência da educação básica brasileira. Embora alguns cidadãos apresentem certos níveis de escolaridade que, em tese, seriam suficiente para efetuar-se a leitura de um texto sem apresentar graves dificuldades, há uma estimativa de que cerca de 30% da população partilha da condição de analfabetismo funcional segundo o INAF (Índice de Alfabetismo Funcional), o que decorre de ineficientes projetos educacionais e falta de estímulo à educação após o término dos estudos básicos.
Como apresentado precedentemente, um dos fatores que ocasionam o analfabetismo funcional corresponde à ineficiência de projetos educacionais como o ensino básico, que ensina ao aluno as funções essenciais para o exercício, entretanto não vai além daquilo, deixando de estimular, por exemplo, a leitura diária, escrever textos, dentre outros fatores que busquem estimular e desenvolver a compreensão. Os diversos cursos e ensinos básicos ineficientes acarretam no analfabetismo funcional, visto que eles preparam as pessoas para o mercado de trabalho de forma básica e mecânica, não expandindo o conhecimento e limitando-os apenas àquilo que foi proposto.
Entretanto, embora a principal causa do problema esteja coadunada com a educação básica precária e insalubre, outro importante impasse consiste na falta de procura das pessoas pela própria educação. Compreendendo que a maioria dos analfabetos funcionais, segundo o INAF, ultrapassam a faixa dos 15 anos, é notório que, embora tenham completado o ensino, permanecem na condição de analfabetos funcionais, o que demonstra que não é, necessariamente, a falta de educação o único fator alarmante, mas, também, a falta de interesse após os ensinos. Visto que boa parte das profissões no Brasil não necessitam de grandes conhecimentos linguísticos ou de profundas interpretações textuais para serem efetivas, não há, portanto, uma demanda exacerbada por um aprimoramento linguístico após o término dos estudos.
Consoante apontado e fundamentado anteriormente, observa-se que dois principais pontos contribuem para o alarmante caso do grande número de analfabetos funcionais no Brasil, sendo eles o ensino e a demanda por estudos. Portanto, o Ministério da Educação, por meio das Secretarias Estaduais de Educação, devem investir mais em compreensões textuais no programa obrigatório de língua portuguesa e em cursos gratuitos após o término dos ensinos e que fundamentem essas características, a fim de que elas sejam aprimoradas e, dessa forma, amenizem a atual situação do analfabetismo funcional brasileiro.
forma, contribuir para a educação