Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela ausência de conflitos. Contudo, o que observa-se na contemporaneidade é o oposto que o autor prega, uma vez que o analfabetismo funcional se faz presente. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ineficiência no sistema de alfabetização, quanto da inexistência de incentivos à leitura. Diante disso, faz-se necessário a criação de medidas públicas a fim de reduzir danos dessa problemática.
Em primeiro lugar, é determinante pontuar que o crescimento de analfabetos funcionais deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de ações que coíbam a ocorrência. Partindo dessa linha, de acordo com o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem estar do cidadão, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Como consequência, o numero de analfabetos vem crescendo de forma exponencial, afirma o Data Folha São Paulo. Dessa forma, é mister a reformulação urgente da postura estatal.
Outrossim, é imperativo ressaltar que não existe incentivo no campo da leitura no país. Por conseguinte, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE), verificou o numero de pessoas que não consegue interpretar textos, gráficos ou realizar cálculos mais elaborados, ultrapassam os 70%, segundo a pesquisa. Além disso, 35% dos estudantes ou graduados em nível superior não ficam fora desse assustador censo.
Portanto, faz-se ciente a criação de alternativas a fim de reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que será revertido em ações na base educacional, com apoio de professores de literatura e português, por meio da inserção de leituras escolhidas com os alunos, discussão das obras em rodas de conversas e trocas de experiências sobre o gênero literário de cada um, para que desperte o prazer da leitura e diminua o analfabetismo funcional. Dessa maneira, poder-se-á aproximar-se da “Utopia” de More.