Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que o analfabetismo funcional apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da da falta de políticas públicas quanto da formação familiar. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Convém ressaltar, a princípio, que o analfabetismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thommas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, há consequências, como por exemplo, desistência de crianças e adolescentes nas escolas, o Conselho Tutelar deveria tomar providência, mas nada é feito. Além disso, as escolas aprovam alunos para as séries seguintes sem a comprovação correta se o aluno está capacitado. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal.

Ademais, é imperativo notar que a formação familiar corrobora com a problemática. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a questão do analfabetismo funcional pode ser apresentada como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta a erradicação, já que o problema está dentro das casas. Nessa perspectiva, é possível observar que em algumas famílias, os pais não apoiam os filhos a continuarem a carreira acadêmica, e assim, é possível que percam o interesse.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço do analfabetismo funcional na sociedade brasileira. Logo, com o intuito de mitigar a problemática, necessita-se, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio, do Ministério da Educação, será revertido em melhorias das escolas e professores, através da estrutura escolar e provas para verificação dos professores, se estão qualificados. Além disso, é preciso que a mídia promova os índices de analfabetos funcionais nas redes sociais e TV em horários nobres para se obter maior alcance e promover conhecimento da população sobre o tema. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do analfabetismo, e a coletividade alcançara a Utopia de More.