Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 11/10/2019
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, apesar da grande quantidade de alunos matriculados nas escolas, os elevados índices de analfabetismo funcional no Brasil impedem que uma parcela da população desfrute desse direito universal de fato, já que que devido a péssima qualidade dos serviços prestados, a frequência nas aulas não possui grande relevância na formação acadêmica de parte dos alunos, que com certeza será prejudicada. Tal fenômeno, que ocorre devido a postura dos responsáveis em relação à problemática e a falta de atenção do Estado à questão, deve ser solucionado rapidamente a fim de que uma sociedade mais justa seja alcançada.
A educação básica de qualidade é um dos direitos mais importantes que existem, uma vez que para o filósofo Immanuel Kant, a educação seria responsável por moldar a conduta do ser humano. No entanto, a qualidade do ensino apresentada em diversos colégios brasileiras deixa muito a desejar, haja vista o número de analfabetos funcionais no país, ou seja aqueles que não dominam noções básicas de português e matemática, cerca de 27% da população, segundo pesquisa do Instituto Paulo Montenegro. A situação se torna ainda mais complexa, uma vez que, devido ao enorme número de compromissos durante o dia, conceito abordado pelo sociólogo Georg Simmel como “a intensificação da vida nervosa”, raramente os responsáveis pelos estudantes procuram saber sobre a qualidade da instituição de seus filhos, agravando ainda mais a situação, que por muitas vezes passa despercebida.
Além disso, a ineficiência estatal na área atua como o principal agente impulsionador do problema. Apesar da existência de inúmeras leis que garantem um ensino público, gratuito e de qualidade para todos, dificilmente isso ocorre na prática. Em grande parte das escolas, a falta de estrutura, profissionais qualificados, e até produtos de higiene são problemas contantes, cujas autoridades responsáveis, na maioria das vezes, não tomam as providências adequadas. Dessa maneira, a adversidade continua a se perpetuar, o que atinge fortemente os alunos, que no futuro, sem uma formação de qualidade, encontrarão dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Destarte, é mister que atitudes sejam tomadas para que um novo padrão de ensino se inicie no Brasil, desta vez, com enfoque na qualidade. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar campanhas de conscientização de pais e responsáveis sobre a importância de saber sobre a qualidade do ensino recebida por seus filhos, por meio de postagens em redes sociais, através de verbas governamentais. Ademais, o Estado deve criar órgãos de fiscalização do serviço prestado à população, de maneira que o direito universal possa ser usufruido na prática.
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