Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/10/2019
A educação equitativa é um dos dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU para serem alcançados até 2030. Contudo, no Brasil, essa meta pode não ser concretizada, uma vez que o analfabetismo funcional está presente na maior parte da sua população. Nesse sentido, entre as principais causas para cenário destacam-se: os efeitos da política oligárquica e a má gestão dos recursos públicos. Em primeira análise, de acordo com o pensamento do historiador grego Heródoto, é fundamental refletir o passado para que o presente seja compreendido. Sob essa ótica, cabe salientar que durante séculos o país foi regido por formas de governo, as quais não se preocuparam em assegurar de forma homogenia o acesso à direitos como educação. Prova disso, são as oligarquias cuja a construção morfológica significa “governo de poucos”. Dessa forma, apesar de politicas de alfabetização terem sido criadas a partir do do século XX, elas não foram suficientes, pois conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística , 29% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais.
Outrossim, outro fator a ser considerado é o mau uso dos investimentos pelos agentes públicos. Nesse viés, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, o país investe em educação pública mai de 120 bilhões de reais. No entanto, o alarmante índice de pessoas com analfabetismo revela a inconsistência de tal conjuntura visto que países com menor investimento como a Colômbia e o Peru conseguem resultados superiores em indicadores como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
Desse modo, para tornar executável a proposta da ONU destinada em diminuir o analfabetismo, o Governo Federal deve criar um plano nacional da gestão de recursos, por meio da planificação pormenorizada de cada verba aplicada, especialmente na educação. Logo, essa ação, a longo prazo, tornará possível o acesso equitativo à escolarização mais eficiente , o que garantirá o rompimento das consequências históricas que por tanto tempo impediram a formação educacional efetiva e democrática.