Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual a organização social é padronizada pela ausência de conflitos. Todavia, a realidade vivenciada na contemporaneidade é o dilema do analfabetismo funcional que se dá devido a ausência de instituições de ensino qualificada a oferecer assistência a este grupo vulnerável, como também pelo descaso político. No entanto, torna-se fundamental buscar medidas para o funcionamento de uma sociedade mais justa e coesa como já visto para More.

Em primeiro plano, convém ressaltar a carência de instituições de ensino com o intuito de oferecer uma educação de qualidade para os indivíduos que se encontram nos índices de analfabetismo. Segundo o jornal O Globo, o Brasil ainda se encontra com 11,3 bilhões de analfabetos no ano de 2018. Embora o país venha registrando diminuição, tal processo ainda ocorre de forma lenta. Era estimado que, até o ano de 2015, os índices de analfabetismo deveriam diminuir para 95,5%, porém, este objetivo ainda não foi realizado. Assim, é necessário a implementação de instituições educacionais voltadas a oferecer o direito da educação aos brasileiros que se encontram em vulnerabilidade, tendo em vista a escassez de tais instituições no país.

Em segundo plano, torna-se nocivo aos cidadãos não alfabetizados o descaso político em relação ao analfabetismo, pois pouco é debatido entre os representantes políticos a questão dos indivíduos analfabetos. Isso ocorre devido a este grupo não participar da vida política do país, como também por uma pequena parcela deles votarem nos períodos eleitorais. Logo, é urgente que este assunto se torne algo mais presente na vida política do pais, para que este tema não seja mais negligenciado.

Portanto, é imprescindível a necessidade de medidas eficazes para combater esta problemática. O Estado deve criar instituições de ensino que ofertem o direito à educação para a inserção dos analfabetos em sociedade, bem como escolas públicas capacitadas a oferecer uma educação de qualidade. Ademais, o Ministério de Educação e Cultura (MEC), deve desenvolver materiais didáticos eficientes no processo de aprendizagem destes indivíduos, bem como apostilas com linguagem acessível e, com efeito, obtendo uma sociedade mais justa como visto em Utopia.