Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 01/10/2019
Até o ano 1988, no Brasil, com o surgimento de uma nova constituição, os analfabetos eram impedidos de participar da vida politica por serem taxados como inaptos a tal atividade. Desde então o combate ao analfabetismo tem se tornado objetivo essencial dos governantes. Entretanto, no Brasil, a educação não visa a qualidade do ensino e sim a diminuição de índices negativos. Nesse contexto, percebe-se um grande aumento do analfabetismo funcional que está alicerceada em programas educacionais falhos, como também na falta de importância da educação na cultura.
Em primeira análise, é válido destacar o modelo de ensino empregado nas escolas não visa a educação solida do individuo. Após a vinda do rei Don João para o Brasil no seculo 19 e com a construção da primeira escola no Rio de Janeiro, a metodologia que passou a ser difundida tem como referência o modelo Europeu, dificultando a busca pelo aprendizado por não se tratar da realidade local. Com isso, considerando o meio de vivencia dos estudantes, as perspectivas e maneiras de aprendizado devem ser adaptadas para a sociedade que será empregada, para que o estudantes se interessem pelos ensinamentos que irão adquirir.
Outrossim, é importante salientar que a falta de cultura voltada a valorização educacional agrava a problemática. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo e sim como nós reagimos a elas. A partir disso, pode-se relacionar a falta de incentivo ao aprendizado, que visem o interesse dos alunos pela educação de qualidade e não apenas pelo diploma, com os elevados índices de analfabetismo funcional entre pessoas escolarizadas. Assim, é inadmissível que o governo não incentive a busca por aprendizado e ao mesmo tempo conceda títulos às pessoas que não os possuem.
Portanto, mediante aos fatos supracitados, é de suma importância a implementação de medidas que garanta educação de qualidade à população. A fim de diminuir o índice de analfabetos funcionais, o Ministério da Educação, por meio de reestruturação da grade escolar deve aumentar a carga horária de matérias importantes para o desenvolvimento da interpretação textual e do raciocínio lógico dos estudantes, como português e matemática, adequando os conteúdos à realidade dos estudantes Brasileiros. Somente assim, o Brasil terá cidadãos aptos a tomar decisões conscientes sobre diversos assuntos.