Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Consoante a esse pensamento, o indivíduo somente poderá exercer plenamente o seu papel de cidadão com uma base educacional sólida e de qualidade. Entretanto, os índices de analfabetismo funcional no país demonstram a privação de vários segmentos sociais ao direito de acesso à educação de qualidade. Logo, é coerente questionar: Quais os meios a serem utilizados para reduzir essa problemática no país?
Nesse contexto, vale ressaltar que analfabetismo funcional é a incapacidade de interpretar textos e cálculos matemáticos simples mesmo conhecendo as letras e os números. Configurando-se, portanto, como um problema de domínio básico da língua portuguesa o qual se acentua com uma formação escolar de baixa qualidade. Assim, é evidente a necessidade de mudanças nas formas de alfabetização além de melhorias nas instalações precárias das redes públicas brasileiras e valorização dos educadores, pois tais problemas dificultam a construção da base educacional.
Outrossim, uma pesquisa publicada no Estadão afirmou que 44% da população brasileira não lê e 30% dos entrevistados nunca compraram um livro. Esse dado, além de expressar a falta de acesso à leitura, mostra o descaso com a prática dela o que compromete habilidades interpretativas, reflexivas e opinativas. Assim, urge a necessidade em aumentar o contato com os livros e a leitura para melhorar capacidades argumentativas e para aumentar o vocabulário, uma vez que o analfabetismo funcional é a dificuldade de entender as entrelinhas de uma informação.
Destarte, ficou evidente a importância da formação de leitores assim como a necessidade de um local adequado de ensino que garanta uma educação capaz de formar indivíduos críticos. No entanto, não é apenas dever das escolas o papel de alfabetizar, cabe à família o incentivo ao letramento e contato dos jovens e crianças com atividades que estimulem a criticidade e opinação, pois uma se não há leitores, não há mudança.