Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Uma pesquisa feita pelo INAF (Instituto Nacional de Formação Superior) aponta que os analfabetos funcionais representam 30 por cento da população de 15 a 64 anos. Os dados mostram a significativa parcela de brasileiros que conseguem entender letras e números e possuem algum certificado de alfabetização, mas não compreendem textos simples.

Essa realidade pode ser associada aos anos de descaso na educação brasileira, onde há escolas em condições de precariedade, escassez de material, falta de funcionários capacitados ou má remuneração.

O pouco ou ausente incentivo a leitura tem fez com que o brasileiro deixe o raciocínio e busque apenas o conhecimento necessário a uma básica convivência diária.

O surgimento das plataformas de busca online, apesar de facilitarem o acesso a diversos conhecimentos, também incentivaram o decaimento de uma leitura mais aprofundada, trazendo assuntos que vão diretamente ao ponto, acelerando a busca antes feita em livros físicos.

O direito pela educação é algo vedado pela ONU, por isso é lamentável que ainda hoje no Brasil uma educação de qualidade que deveria ser um direito se torne privilégio.

Mediante ao que foi dito, se torna necessária uma visão mais direcionada a esse problema nacional e a participação do governo desenvolvendo campanhas que incentivem a leitura em comunidades mais carentes, construção de bibliotecas acessíveis a toda a população e maior investimento na manutenção das escolas.