Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

O analfabetismo funcional é entendido como a dificuldade que uma pessoa tem em compreender um texto. No Brasil os índices educacionais nunca tiveram um bom desempenho, programas internacionais como o Pisa escancaram a fragilidade do sistema pedagógico do nosso país. Os sintomas do aumento dessa deficiência impacta quase metade da população de todo o país, além de influenciar na desigualdade social e econômica de muitos brasileiros.

As adversidades são oriundas de pontos importantes. No aspecto social, as pessoas advindas de famílias mais humildes sofrem com as más condições  estruturais das escolas brasileiras, ocorre falta de livros, alimentação escolar e as vezes até a própria escola. Pais e filhos ficam desmotivados e à medida que os jovens crescem menos interessados tornam-se com o ambiente escolar. Logo o estudante diminui o ritmo de estudo, entra no Ensino Médio desmotivado, por fim desenvolve dificuldade de aprendizado e de interpretação.

Contudo, agrava-se o problema: a quebra dos segmentos educacionais relacionados ao nível do estudo, as transições do Ensino Fundamental para os demais etapas pedagógicas abala o aluno, pois os profissionais da área entendem uma devida necessidade de atualização do material escolar. O professor, já sobrecarregado, agonia em buscar técnicas e modelos que auxiliem seus alunos ao interesse pela âmbito escolar. Buscar vincular o estudante a escola é essencial, parafraseando o pedagogo brasileiro Paulo Freire, “se a educação sozinha não muda a sociedade, imagine tentar transforma-la sem ela”.

Entende-se, portanto, contornar os principais equívocos da educação brasileira. Para tanto, é necessário a reestruturação do modelo e técnica de ensino, o Ministério da Educação deve investir e incentivara atualização do currículo escolar visando facilitar os estudos e o ingresso dele em período integral. O jovem e seus pais devem ser convidados para discutir, juntamente com o professor, as principais debilidades do aluno e apontar os devidos pontos de reforço, evitando futuros problemas e determinadas matérias. Ademais, é importante realizar reformas nas escolas debilitadas em insumos e desenvolve construção de novas em locais que possuam a necessidade. Dessa forma, vincula-se um ciclo virtuoso de engajamento social que, em curto período de tempo, pode conscientizar nossos jovens e futuros cidadãos, planejando um país, socialmente,  mais livre.