Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Durante a Revolução de 1930, o governo brasileiro, tomou medidas centralizadoras sobre a educação. Isso se iniciou porque, na época, o Censo registrava cerca de 50% da população total, analfabeta. Com isso, a Constituição de 1937 usou a educação como um instrumento para a reconstrução nacional. No entanto, mesmo com as iniciativas que despertam o crescimento de frequências em sala de aula, o conceito de analfabetismo não se limita apenas ao indivíduo que não consegue ler ou escrever, mas sim, a qualquer deficiência de compressão textual ou algébrica básica. Assim, é crescente a estimativa de brasileiros classificados como analfabetos funcionais, um impasse que merece zelo e medidas que visem a redução, já que não prejudica apenas ao cidadão, mas a sociedade como um todo.

O analfabetismo funcional se classifica a qualquer indivíduo que consiga distinguir letras e números, mas não possui habilidades para compreender textos e solucionar operações matemáticas. Deste modo, segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional cerca de 8% da população brasileira entre 15 e 64 anos são capazes de entender textos e interpretar tabelas e gráficos, ou seja, mesmo que a pessoa tenha  o ensino regular completo ou possuir cursos de graduação, ainda sim, é classificada como analfabeta funcional. Isso se deriva da negligência de politicas públicas e ineficiência do sistema educacional, resultando no ensino de baixa qualidade e na formação de profissionais incapazes de atender todos os requisitos do mercado de trabalho.

Os efeitos do analfabetismo funcional são silenciosos e prejudicam o desenvolvimento do país. Além de desestimular os estudantes em sala de aula, esse impasse reduz as possibilidades de inclusão social e de empregabilidade,principalmente das classes menos favorecidas. Assim, a má qualidade de formação impossibilita o aperfeiçoamento na interpretação de manuais de instruções nas empresas, por exemplo. Também, essa incapacidade interfere na evolução intelectual e pessoal do indivíduo.

Nesse contexto, é inquestionável o trabalho em conjunto entre pais e professores, através de projetos escolares, como a semana na leitura. Assim, a escola deve incentivar os alunos a escolherem livros para que possam ser analisados em casa e em grupos de leitura. Também, deve-se complementar projetos interdisciplinares, para que estimule o aluno à interpretação e a soluções de problemas, fazendo com que o discente aplique os conhecimentos adquiridos na vida prática. Além disso, cabe ao Ministério da Educação elaborar oficinas para os docentes, com objetivos de qualificar os métodos de ensino e produzir uma estrutura pedagógica diferenciada. Ademais, se faz necessário que este ofereça minicursos de leitura e de interpretação aos funcionários, nas empresas. Dessa maneira, será possível minimizar, ou ate mesmo erradicar, essa problemática e proporcionar bons resultados ao país.