Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

O analfabetismo funcional é a inaptidão de compreensão de textos simples, bem como questões matemáticas mais elaboradas, mesmo que, o indivíduo saiba reconhecer letras e números, é incapaz de interpretar textos simples. Em verdade, essa problemática cresce a passos largos no Brasil hodierno, isso se deve, a falta de investimentos públicos e políticas avaliativas ineficazes, bem como a participação efetiva dos genitores e protetores na vida do infante.

O fracasso das políticas tradicionais de ensino tem se tornado cada vez mais evidente, o analfabetismo funcional cresce a graus alarmantes, segundo a pesquisa INAF em 2018, 29% dos jovens e adultos são considerados analfabetos funcionais. Desta feita, insta salientar a inefetividade do sistema avaliativo das escolas públicas, principalmente a chamada progressão continuada, em que, com exceção de faltas, o discente só reprova no final de ciclos, quais sejam, infantil, fundamental e médio.

Outrossim, educação gera conhecimento, conhecimento gera sabedoria e só um povo sábio pode mudar seu destino como nos ensina Samuel Lima, corroborando o poder transformador da educação, freqüentemente o ensino público é inábil, como resultado temos esses índices alarmantes, impondo um letramento eficaz.

Dessa forma, é imprescindível a destinação da secretaria de educação investimentos e recursos públicos direcionados à educação, para melhorias estruturais, materiais e do corpo docente, do mesmo modo, se faz vital a reavaliação de métodos avaliativos pelo MEC, pois a progressão continuada, recomendada por ele, não tem se demonstrado eficiente. Ademais, como solução, o letramento pode se apresentar de forma imperiosa, pois extrapola a visão tecnicista da alfabetização tradicional, cujo os pais e professores em conjunto, criam habilidade de criticismo diante de conteúdos diversos do cotidiano, utilizando do raciocínio, criando cidadãos de pleno direito e deveres, como uma democracia deve ser.