Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

No Brasil, o Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF) apresentou que ,no ano de 2018, 3 em cada 10 pessoas de 15 a 64 anos são analfabetos funcionais. Esse dado mostra que parte significativa dos cidadãos sabe ler e escrever, mas não consegue interpretar e absorver as informações dos textos. Assim, percebe-se a deficiência da educação básica e , posteriormente, a falha do ensino a jovens e adultos.

Antes de tudo, deve-se destacar os altos índices de evasão escolar no início do fundamental II e do ensino médio divulgados pelo Inep em 2017. Isso mostra a falha educacional anual, desde cedo, a não preparar adequadamente o aluno para as novas etapas educacionais. Por certo, o processo de analfabetismo funcional se inicia com a baixa qualidade da educação brasileira atrelada à péssima infraestrutura das instituições, ao método pedagógico desconexo da realidade do estudante e ao limitado acesso ás atividades culturais. Nesse sentido, o aluno não é motivado a estudar porque o ensino não apresenta a importância do conhecimento e a aplicação dele na prática em sociedade. Em consequência disso, o analfabetismo funcional cresce, pois cada ano de estudo aparenta ser um período de vida perdido para a criança e para o adolescente que, por exemplo, têm demandas de auxiliar a família com a renda mensal para sobreviver. Por isso, o indivíduo resolve sair da escola, já que a defasagem anual de estudo o faz aprender menos e não ver aplicação desse na realidade.

Além disso, pode-se afirmar que o modelo do EJA é inadequado para as condições da vida adulta. Esse importante fator é evidenciado pela restrição do ensino às escolas, porém é necessária a expansão e o planejamento das aulas para empresas e locais com alto fluxo de trabalhadores,como centros comerciais. Diante dessa perspectiva, a rotina exausta do trabalhador deveria ter um momento exclusivo para aprender, já que o analfabetismo funcional atinge todas as camadas sociais. Outrossim, percebe-se a importância do comprometimento pedagógico de envolver cursos que melhorem ainda mais as tarefas laborais, como educação tecnológica e contabilidade. Sob essa ótica, será mais fácil atrair jovens e adultos, já que de acordo com Paulo Freire a função social do indivíduo é essencial para a constante alfabetização. Assim, o Ensino de jovens e adultos precisa ser adequado as demandas sociais para efetivamente mudar a realidade do analfabetismo funcional.

Portanto, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Para isso, o MEC deve implementar nas escolas e no EJA um ensino mais funcional para cada região do Brasil, através de uma nova diretriz educacional com o auxílio da secretaria municipal de educação. Esse modelo escolar deve estar atrelado à cultura, como dança e música, a atividades com direcionamento para o mercado de trabalho, como informática e contabilidade, e a matérias para desenvolver o senso crítico dos alunos, como filosofia e sociologia.