Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 24/03/2019

Promulgada pela Onu em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito á educação e ao bem estar social. Conquanto, o analfabetismo funcional no Brasil impossibilita que certa parcela da população desfrute desse benefício universal na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no problema do analfabetismo funcional. Três entre cada dez brasileiros têm dificuldade para ler, interpretar textos, identificar ironia e fazer operações matemáticas em situações da vida cotidiana, de acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF). Diante do exposto, é inadmissível que a sociedade aceite esse grave retrocesso.

Faz-se mister ainda, salientar o alto indíce de uso de redes sociais como um impulsionador do problema. O psiquiatra português Antonio lobo afirma, " um povo que lê nunca será um povo escravo",

quem é educado pensa, reflete, sabe questionar e criticar, de maneira que compreenda e faça sua própria interpretação correta. Diante de tal contexto, é insustentável que a população fique a deriva de tal problema.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessário que o ministério da educação promova campanhas e cursos nas escolas, com a participação de profissionais e de materiais educativos como livros e e-books, promovendo uma base para a construção de uma leitura crítica nos jovens brasileiros. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar o analfabetismo funcional, construindo uma sociedade mais fiel aos ideais e princípios da constituição.