Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 25/04/2021
O jornalista Gilberto Dimenstein ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar as alternativas para melhorar a estrutura do sistema educacional brasileiro, constata-se que esse direito não tem pragmaticamente assegurado na prática. Nesse prisma, dois aspectos importantes se destacam: a falta de valorização da educação nacional e a negligência do estado na manutenção escolar.
Primeiramente, é indubitável que o Brasil mostra-se um dos países mais desiguais educativamente, por isso é bastante desvalorizada quando tange essa parte. O grande número de escolas públicas e privadas no Brasil é sustentado em grande parte das ações governamentais, visto que falta de estímulo e conhecimento da população à cerca da educação e, além disso, a carência de recursos econômicos. Dessa maneira, Provérbios de Salomão disse: “Ninguém é responsável pelo nosso destino a não ser nós mesmos”, demonstrando o valor social que a educação tem para um país.
Outrossim, é notória a negligência do estado na manutenção do patrimônio escolar. Nesse contexto, recentemente ocorreu uma das maiores tragédias escolar da história do Brasil, o massacre de Suzano em São Paulo, onde havia um acervo de 10 mortos, incluindo crianças e adolescente que foram vítimas de tiro. Dessa forma, é incontrovertível que o estado é um dos maiores culpados desse incidente, tendo em vista que as verbas para a manutenção da escola não estavam sendo repassadas, evidenciando o descaso com a educação e material didático, que ocorre não só com esse, mas com a maioria dos estudantes e construções de escolas.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente a falta de sistema educacional no país, seja no aspecto estrutural, seja no social. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação(MEC), em parceria público-privada, incentivar a leitura e escrita nas escolas por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância de cidades em relação aos grandes centros urbanos, a fim de a educação básica se expanda para todo o território brasileiro e possa chegar as áreas mais remotas do país. Ademais, o Governo deve ampliar a Lei para auxiliar os estudantes em todas as etapas do ensino médio e fundamental, oferecendo qualidade no transporte, na saúde, na suplementação alimentícia e com materiais didáticos, com o intuito de promover o acesso a todas as classes sociais e de todas as faixas etárias. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada e a nação ascenderá rumo ao desenvolvimento.