Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 06/10/2021

De acordo com o teórico britânico David Harvey, a globalização fomentou o chamado encolhimento do mundo devido as novas tecnologias, as quais promoveram uma maior interação interpessoal a distância e uma relativa democratização dos saberes. Entretanto, há uma diferença entre o que era esperado na era da informação o e o que foi entregue, tendo em vista a desinformação populacional acerca dos mecanismos de contágio do novo coronavírus e suas variantes — um verdadeiro realce da educação deficitária no Brasil e da inadimplência governamental. Assim, é possível afirmar que não só a escassez de conhecimento microbiológico em evidência, mas também o despreparo das instituições públicas para com as medidas de segurança à salubridade fomentam o status quo contemporâneo do século XXI.

Inicialmente, é necessário dizer que não é incomum o Brasil ser representado como uma figura que deixa a desejar no setor educacional. Isso é evidente, por exemplo, na prova do Program for International Student Assessment (PISA), na qual o Brasil assume uma colocação não tão satisfatória  — o que, em modo geral, resume a falta de atenção à educação básica que, em tempos de pandemia, seria conveniente usá-la. A priori, uma falha na estrutura do ensino de biologia, sobretudo a microbiologia bacteriana e viral,  coloca em realce a fragilidade da população desinformada frente aos microrganismos infectantes.

Ademais, outro tópico importante a se discutir tange à questão da falta de preparo estatal para com a pandemia, especialmente em relação à atitudes do próprio presidente da república. Por exemplo,  em vez de ressaltar a importância do uso de equipamentos de proteção individual, o representante do país prefere passear sem esses, como se fechasse os olhos para a conjuntura delicada da pandemia. A partir desse aspecto, quando um país não leva a sério questões de segurança pública como a vivida, é preocupante a capacidade da instituição nacional de frear as variantes que hão de vir.

Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com instituições de ensino, conscientizar a população brasileira por intermérdio de palestras educativas e campanhas publicitárias que discorram não apenas a importância do uso de práticas habitacionais, como lavar as mãos, uso de desinfetantes e máscaras, mas também da propagação de conhecimento útil da biologia para contornar a situação. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa no panorama atual e, por conseguinte, um abrandamento das ameaças da nova variante.