Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 02/09/2021
“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. A frase do pensador chinês Confúcio expressa a importância da busca de soluções para os problemas humanos. No contexto nacional atual, entretanto, as medidas para driblar o avanço da Covid-19 são retardados por situações específicas, seja pelo governo seja pela própria população. Isso ocorre em razão da demora das vacinações e dos movimentos contra os imunizantes.
Em primeiro lugar, no que diz respeito ao filósofo Rousseau, a sociedade perfeita é aquela possuidora do bem-estar coletivo. Sob essa ótica, o modelo brasileiro de sociedade pandêmica atual não se insere no modelo rousseauniano, uma vez que as campanhas de vacinação contra o coronavírus se encontram retardadas, já que a população ainda não está proficientemente imunizada. Nesse contexto, o contorno do avanço do novo vírus se estagniza em função das demoradas campanhas imunizadoras.
Ademais, a própria população brasileira retarda as alternativas para driblar a doença. Na República Oligárquica de 1820, sob o governo de Rodrigues Alves, a Revolta da Vacina se caracterizou por um movimento popular contra as vacinas de febre amarela. O cenário epidêmico da velha república retrata em paralelo os acontecimentos populares da pandemia do coronavírus, tendo em vista várias manifestações contra os imunizantes da Covid-19. Nesse sentido, as pessoas se pronunciam contra a imunização, acentuando mais ainda os desafios do controle do avanço da doença.
Portanto, faz-se imprescindível que o governo, junto com profissionais da saúde, intervenham no problema. Desse modo, cabe ao Estado acelerar as campanhas de vacinação por meio da compra de vacinas suficientes para a imunização eficiente da população em geral, a fim de imunizar o máximo de brasileiros possível. Também é necessário que os profissionais da saúde trabalhem para levar informações às pessoas com a apresentação de dados científicos sobre a eficácias dos imunizantes, com o intuito de extinguir os movimentos antivacinas.