Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 06/09/2021
As principais preocupações decorrentes do surgimento das novas variantes são seus efeitos na transmissibilidade viral, gravidade da doença, taxas de reinfecção (ou seja, escape da imunidade natural) e eficácia da vacina (ou seja, escape da imunidade induzida pela vacina).
Os vírus se adaptam constantemente para sobreviver e é natural que sofram mutações. Mutações acontecem aleatoriamente durante a replicação viral, assim toda vez que o vírus é impedido de se espalhar, ele também é impedido de sofrer mutação, evitando novas variantes antes mesmo de terem a chance de se desenvolver. Ou seja, a melhor forma de evitar mutações do coronavírus é reduzir a propagação.
Agora, como se proteger? Não tem muito segredo. É preciso continuar a combater o novo coronavírus. A distribuição democrática de mais vacinas contra a Covid-19 é essencial. Prorém, pela demora da imunização, não se pode relaxar nas medidas de proteção, mas sim aumentá-las de forma intensiva. É fundamental que todas as pessoas se vacinem sim, mas também continuar com as medidas protetivas, e isso envolve o uso de máscaras, distanciamento social, hábitos de higiene como lavar as mãos e à adoção de lockdown.
Já a imunidade de rebanho —aquela em que o número de pessoas protegidas contra infecção é grande o suficiente para conter a circulação do vírus— se tornou impossível com a nova variante Delta. Pois a imunidade coletiva poderia ocorrer quando cerca de 70% de uma população estivesse protegida. Mas as pesquisas iniciais indicavam que um infectado passava para duas ou três pessoas, mas essa razão de contágio subiu com o aparecimento da delta. Então quem esperava ser protegido da Covid pela imunidade coletiva pode esquecer e tomar logo sua vacina, afirmam especialistas. Agora os únicos meios de vencer o avanço das variantes são as vacinas amplamente disponíveis, o isolamento social, além, é claro, das medidas protetivas.
As mutações que permanecem na espécie, mesmo com todos vacinados, e se espalharem, são aquelas que dão algum tipo de vantagem e que não vão desaparecer. No caso de um vírus, isso é acelerado milhões de vezes, dada a taxa de replicação da espécie.