Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 03/09/2021

Em 2009, uma mutação de gripe, chamada H1N1, se espalhou por todos os continentes acarretando em uma pandemia global, e 10 anos depois outro vírus, o covid-19, assolou o mundo e vem trazendo desde então grandes prejuízos principalmente ao Brasil. Em 1 década de diferença, mesmo com diversos avanços, o Corona vírus já matou mais que a gripe suína e que outras doenças virais e muitos fatores influenciaram esse fato, como as mutações por exemplo. A proliferação vem se tornando cada vez mais rápida e medidas adversas das recomendadas pelos órgãos de saúde podem piorar e atrasar a normatização do mundo.

“Em todo lugar podem surgir variantes do Corona vírus, mas, quando não se tem condições propícias para sua proliferação, elas desaparecem. Infelizmente, esse não é o caso do Brasil”, afirma o virologista José Eduardo Levi. A situação do país nesse momento é de fácil compreensão, o descontrole sobre a pandemia é alarmante, pois esse é o principal motivo para o surgimento e disseminação de novas cepas da Covid-19. Desrespeito às medidas preventivas, falta de acompanhamento das mutações e vacinação lenta oferecem o terreno perfeito para que linhagens novas do Sars-CoV se alastrem.

Além disso, o Brasil possui outro agravante: a baixa taxa de sequenciamento genômico das variantes, poucos casos confirmados no país passam por uma avaliação molecular minuciosa, que identifica qual cepa invadiu aquele organismo, por conseguinte o fim da pandemia fica cada vez mais longe.

Enquanto os cientistas, médicos e outros profissionais da área lutam todos os dias para impedir o desenvolvimento do vírus e agravamento da situação, pouco se investe nesse grupo.

É notório, portanto, a necessidade imediata de mudanças. O governo deve adotar uma estratégia organizada de identificação dessas variantes, uma vigilância genômica, por meio de mutirões científicos ao longo dos meses para reduzir os efeitos das novas cepas do Sars-CoV, e evitar que outros surjam. O estado também, junto a mídia, deve realizar campanhas que visam incentivar e valorizar os profissionais que estão na linha de frente da erradicação dos vírus, através das redes socias de grande visibilidade. Dessa forma, apenas com essas ações o mundo sentirá a liberdade de voltar ao normal.