Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 04/09/2021

Conforme, Nicolau Maquiavel, no livro “o príncipe”, o governo dispõe-se a incumbência de operar e ter como objetivo o bem universal. Diante dessa perspectiva, ao analisar as alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil, percebe-se que a afirmação do filósofo não se mostra presente nos dias atuais, visto que é tratado com desleixo por parte do Estado e não é visto com relevância pelos cidadãos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a pouquidade de medidas governamentais em relação a essas variantes. Nesse sentido, observa-se que a proliferação das mutações da Covid-19, advém da falta de incetivo de métodos de proteção, como a obrigatoriedade do uso de máscaras e o uso de álcool em gel para auxiliar a população. Além disso, não é oferecido um maior apoio nos hospitais e postos de saúde, dessa maneira as pessoas não verificam se estão com o vírus, de modo que o número de pessoas infectadas cresce exponencialmente. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do seu “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os indivíduos desfrutem de direitos indispensáveis como a proteção social e a saúde. O que, infelizmente, é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de preocupação dos brasileiros como um fator influenciador dessa narrativa. De acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “o mais escandalaso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Diante de tal exposto, nota-se que muitos cidadãos já estão aceitando essa realidade e se adaptando ao meio que vive, de modo que não se importam o suficiente com o crescimento das mutações do Sars-CoV-2, dessa forma a tendência é apenas se expandir, pois as pessoas estão saindo para locais públicos sem tomar os devidos cuidados para se proteger. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescendível que o Ministério Público se responsabilize pelos interesses comunitários, uma vez que deve-se criar leis mais rigorosas, alertar em praças públicas, investir na saúde e divulgar os malefícios que as variantes da Covid-19 podem causar, por meio de redes sociais como o facebook, o twitter e instagram, com o intuito de advertir e atentar a população do Brasil para que contenha os avanços e diminua os casos desse vírus. Assim, se consolidará uma sociedade mais protegida e saudável, tornando-se um âmbito social mais organizado e benéfico, tal como afirma Nicolau Maquiavel.