Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 13/09/2019

Nas relações ecológicas,mutualismo é uma associação benéfica entre espécies diferentes. Em contraste com esse tipo de relação,o vínculo hodierno entre o homem e a espécie animal é baseada em maus-tratos,tendo em vista a crescente negligência social com os bichos na sociedade brasileira. Nesse viés,tanto o individualismo contemporâneo como as questões culturais são fatores que catalisam esse cenário de maus-tratos.

A priori,é importante abordar como o homem está construindo suas relações por bases calcadas no individualismo,em que seus direitos e desejos são colocados acima do espaço de outrem. De acordo com o Art.2 da Declaração Universal dos direitos dos animais,levada por ativistas à UNESCO no ano de 1978,cada animal tem direito à consideração,à cura e à proteção. Entretanto,nas ruas da sociedade,nota-se cotidianamente a presença de animais passando fome e sede, quando não,são vítimas de abuso e agressões, e o homem,por sua vez, vê tal cenário com tamanha irrelevância, pois, para ele, aquele ser não é dotado de funções que satisfaçam seus desejos. Nesse sentido,negligenciar essa realidade é uma forma de demonstrar como esse panorama é tomado como banal,portanto,retificar essas ações do senso comum é uma forma de proteger os animais.

Concomitantemente,a questão cultural também incide no aumento dos maus-tratos aos animais,ao passo que a sociedade utiliza o sofrimento dos bichos como forma de seu entretenimento social. Jânio Quadros,presidente brasileiro no ano de 1960,colocou como lei no Brasil o fim da briga de galos. Muitos viram tal lei como irrelevante,mas olhando na ótica hodierna,ela possui um grande “peso”,pois tanto essa forma de agressão como as vaquejadas,rodeios e circos são transvestidos de esportes, com o objetivo de ocasionar exaustão física e psicológica nos animais frente ao entretenimento. Nessa perspectiva,os anseios por diversões apenas demonstram como o homem não está preocupado com o espaço de liberdade dos animais e,consequentemente, a agressão só é catalisada.

Diante do supracitado, cabe ao Governo criar delegacias voltadas para agressões aos animais,por meio da distribuição em todo território nacional e associação com Organizações Não Governamentais, para que essas delegacias não sejam apenas um local de denunciar os maus-tratos,mas um espaço de conscientização social,ou seja, distribuição de palestras e campanhas poderão ser realizadas nesse local, com o intuito de coibir esse cenário de violação e agressão aos animais. Ademais,o poder Legislativo deverá criar novas emendas constitucionais,as quais irão criminalizar usos de animais em vaquejadas ou circos, por meio de uma multa ou ações comunitárias, com o fito de proteger os bichos. A partir disso,o homem e o animal irão manter uma relação mutualística.