Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 10/09/2019

O processo de domesticação antecede o Período Neolítico, no qual ocorreu a passagem do nomadismo para sedentarismo com o início da agricultura. A história mostra a transição do comportamento do homem perante outras espécies, é possível observar a mudança de suas interações com o passar do tempo - sua utilização para fins de entretenimento, e objetificação pela sociedade.

No livro Água para Elefantes, a personagem Rosie - uma elefanta - é introduzida como aparição principal do circo Irmãos Benzini, e sofre abusos por seu treinador. O tratamento de animais como instrumentos de fim recreativo, infelizmente, não ocorre apenas no âmbito fictício. Mesmo com a proibição da utilização de animais por circos em alguns países, no Brasil são apenas 12 estados de acordo com a SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal), ainda existem os zoológicos que retiram animais silvestres de seu habitat, que embora existam argumentos sobre a intenção educacional é indubitável o fator monetário e de entretenimento.

Aliado aos fatos citados, é visível o fator antropocêntrico relacionado à problemática. A Declaração de Cambridge concluiu, em 2012, que animais não humanos são capazes de sentir sofrer, reforçando os argumentos que vão contra a objetificação e descriminação contra outras espécies. Mesmo sem os estudos em relação à capacidade neurológica, é necessário questionar a ética das ações direcionadas aos animais, considerando que existem seres humanos que não são possuem o que a ciência entende por consciência e possuem mais direitos que os mesmos.

Mediante os fatos citados, é irrefutável a necessidade de medidas que resolvam o obstáculo da visão social sobre espécies diferentes. O governo deve tornar as leis de proteção mais severas, estabelecendo o abuso animal como crime punível no mesmo nível que um cometido contra a espécie humana, de forma que suas sanções sejam adequadas e garantam o direito à proteção dos animais.