Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 04/09/2019

É cada vez mais explícito que sem as animações muitos cinemas estariam vazios. Líderes absolutos de bilheteria, o público, seja ele infantil ou não, busca conforto nas histórias animadas. Entretanto, muitas delas não são apenas puro entretenimento e tratam de infortúnios como os maus tratos aos animais, tendo como exemplo “Rio” e “O Touro Ferdinando”, ambas do brasileiro Carlos Saldanha. Fora das telas, é evidente que o tema ganha mais espaço nos debates públicos, mas os desafios para combater a violência acometida aos animais são muitos e as alternativas parcas, seja pela falta de projetos escolares voltados ao tema, seja pela total despreocupação dos criminosos.

Mormente, é necessário salientar que a ausência de projetos no ambiente escolar sobre os maus tratos aos animais é um fator para a permanência da problemática. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Immanuel Kant, já que ele acreditava que a falta de disciplina e instrução em certos homens fazia com que estes se tornassem maus mestres de seus educandos. Analogamente, é possível perceber que professores e diretores que na infância e até mesmo durante a graduação não foram instruídos acerca da necessidade de mudança na forma em que tratamos os animais domésticos e silvestres, não pensam em trabalhar o tema nas aulas ou em projetos extra-classe. Destarte, algumas crianças e jovens podem continuar perpetuando uma violência quase irracional contra tais criaturas indefesas.

Outrossim, os criminosos que praticam atos nefastos como o abandono e a agressão física não temem as leis brasileiras. A legislação é clara quanto a pena que deve ser aplicada em casos graves de maus tratos: prisão de 3 meses a 1 ano e multas. Conquanto, isso ainda não assusta ou reprime as atitudes destes maléficos seres, que durante toda a existência não foram confrontados com um caso sequer que comprove a enorme força dessa lei. Isso se exemplifica no Caso Manchinha, em que um cão foi morto por um segurança de um dos supermercados mais conhecidos do Brasil e após a repercussão extremamente negativa foi expulso do cargo e mesmo sendo considerado culpado, continuou livre.

Portanto, medidas concretas devem ser tomadas para cessar a problemática. As escolas públicas e privadas de todo o país devem, semestralmente, exibir longas animadas como “Rio” e documentários sobre o assunto, por meio disso, debates entre professores e dirigentes de ONGS próximas ao temas serão feitos pós a sessão. Dessa maneira, os debates serão mais aprofundados e isso influenciará nas atitudes destes alunos, que futuramente, além de não cometerem crimes, terão conhecimento para educar filhos e parentes.