Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 26/08/2019
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, certa vez acertou que ‘‘O homem fez da terra um inferno para os animais’’. Essa afirmação tem ligação aos maus tratos que os humanos praticam aos animais através de abandonos, agressões e contrabandos ilegais. Por isso, é pertinente questionar as principais causas e consequências quanto ao impasse.
Primeiramente, a constituição federal, promulgada em 1988, determina que o estado deve garantir a proteção da fauna e flora do Brasil. Entretanto, embora exista uma lei garantindo a proteção dos animais, na prática é visto o contrário, por exemplo, rodeios e vaquejadas são considerados patrimônios culturais brasileiros, tendo em vista que os animais, principalmente bois e cavalos, são submetidos a treinamentos violentos e agressões por parte organizadores desses eventos.
Outrossim, o tráfico de animais, no qual eles são retirados de seu habitat para serem comercializados no mercado clandestino, tem ganhando grandes proporções nos últimos anos, como mostra os dados da Rede Nacional de Tráfico de Animais, em que a prática movimenta 2,5 bilhões de reais ao ano no mundo. Com isso, os animais, capturados pelos traficantes, são mutilados, trancafiados e drogados para não emitirem sons durante o transporte até os pontos de comércio.
Por conseguinte, é necessário uma reavaliação das atividades culturais que envolvam animais, além de um monitoramento mais eficiente quanto ao tráfico. Destarte, o Ministério da Cultura fazer uma análise mais adequada dos patrimônios culturais, criando critérios que excluam, e proíbam se necessário, atividades que contenham qualquer tipo de agressão animal. Ademais, o IBAMA deve fazer um mapeamento de áreas com o histórico de contrabando de animais, bem como criar punições mais rígidas para essas práticas.