Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/08/2019

Charles Darwin tem reconhecimento mundial pelos estudos que revolucionaram a ciência do século XlX. Em uma de suas expedições pelo Brasil, o naturalista inglês relatou que a “satisfação” era um termo aquém do que sentia diante de um ecossistema tão particular. Contudo, na contemporaneidade, observa-se que os maus-tratos contra os animais no país se torna um desafio para continuidade do pressuposto. Isso se deve, principalmente, pelo descaso governamental e, ainda, pela falta de conscientização da sociedade.

Em primeiro plano, verifica-se que a insuficiência de ações do Poder Público é causa evidente do problema. Conforme preconizado pela Constituição Brasileira de 1988, é considerado crime ambiental todo e qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos que compõe o ambiente, inclusive, os animais. No entanto, o que se constata é agressão de animais domésticos, a extinção de seres vivos pela caça predatória e até a tortura para o divertimento da população. Dessa maneira, não é de se espantar que, em 2016, o mico-leão-dourado entrou em risco de extinção devido, principalmente, ao tráfico dos mesmos. Diante disso, é fato que a preservação dos animais não é prioridade dos governantes.

Paralelo a essa dimensão política, quando o renomado filósofo Lev Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social de seus participantes, corrobora-se a necessidade de eixos como a consciência da preservação dos animais serem desenvolvidas no ensino básico. Porém, ao contrário dessa lógica, a prioridade do currículo básico brasileiro voltada frequentemente para o tecnicismo alienado agrava o problema, na medida em que, neste formato, deixa de formar indivíduos críticos em relação à problemática. Surge assim, a negligência e os maus tratos contra os bichos pela população, que é simultaneamente agente e alvo das consequências desse problema.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a escola promova a formação de cidadãos que valorizem os animais, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando evidenciar a importância da boa relação do homem com os bichos. Além disso, o Poder Público em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve fiscalizar esse tipo de crime- por meio da ampliação de mutirões de fiscalização nas matas e através de campanhas televisivas que conscientizem a população a denunciar quando presenciarem esse crime- a fim de punir e intimidar possíveis transgressores. Por último, ONGs juntamente com o Governo Federal, devem corroborar com esse processo; a partir de campanhas para criação de abrigos para animais vítimas de violência, de modo que haja melhora desse quadro indesejável.