Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 13/08/2019
De acordo com o pensador Immanuel Kant, pode-se julgar o caráter de um homem pela forma como um ser vivo é tratado. Nesse sentido, encaixa-se o contexto sobre as alternativas para combater os maus-tratos aos animais, devido à perversidade humana e burocratização estatal. Dessa maneira, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, uma vez que a educação reflexiva e agilidade na averiguação das denuncias são essenciais para contrapor essa problemática.
Nessa circunstância, a educação de senso crítico é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hoje, ao ocupar uma boa posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e esse contraste de desenvoltura é refletido nos maus-tratos. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, essa realidade é justificável, já que cerca de 55% dos brasileiros afirmam agredir algum ser vivo por desconhecerem o manejo correto para cada espécie. Dessa forma, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire torna-se possível, uma vez que defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e em seguida libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado, a ignorância.
Outrossim, ainda que a Constituição Cidadã assegure direitos imprescindíveis, faz-se primordial a fiscalização por parte das camadas sociais para um cumprimento efetivo de sua real função. Segundo o filósofo Jhon Locke, a política deve ser usada de modo que, por meio de um convênio social, o bem-estar seja alcançado. No entanto, por não proporcionar agilidade nas denúncias, é perceptível que o aparato estatal rompe com essa harmonia, uma vez que retarda o fim da crueldade com os animais. Nesse sentido, percebe-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo mostra-se fruto de um Estado burocrático, no qual negligencia o direito à vida e a responsabilidade com seus deveres. Dessa modo, urge a necessidade de uma defensoria eficiente ao proporcionar averiguação dos crimes.
Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Desse modo, é preciso atuação mútua entre Estado, educação e sociedade. A esfera maior, por meio da sua autonomia, deverá desburocratizar a fiscalização contra aos maus-tratos de animais ao criar uma delegacia eletrônica a nível nacional que proporcione a agilidade das delações e investigação dos crimes. É imprescindível também que a escola promova a formação de cidadãos éticos, por intermédio de palestras e debates em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, ao visar a cortesia entre a comunidade escolar e o respeito com os seres vivos. E a população, por fim, necessita tomar conhecimento dessa problemática mediante as pesquisas autônomas para tornar-se o órgão regulador do meio. Assim, a definição do caráter humano definido por Immanuel Kant fará sentido àqueles que combatem a hostilidade.