Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 05/08/2019
Desde a antiguidade os animais fazem parte do cotidiano do homem. Já no Egito antigo, eram tratados de modo sagrado, haja vista que os deuses tinham representações zoomórficas de gato, cão e falcão, por exemplo. Entretanto, apesar do histórico de convivência pacífica, evidencia-se que atualmente muitas espécies são tratadas de forma cruel, seja por meio da exploração do animal para a reprodução que movimenta o comércio de filhotes, como também da renúncia e abandono dos mesmos. Diante desse cenário, faz-se necessária a adoção de alternativas que combatam a situação inconcebível de maus-tratos aos animais.
Em princípio cabe ressaltar que, conforme levantamento realizado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um dos países com maior número de animais de estimação. Nesse sentido, nota-se o aumento da abertura de novos pontos de vendas e de empreendedorismos voltados para esse setor. Como consequência, muitos bichos são criados com a finalidade única de procriar e gerar lucro, de modo a debilitar a saúde, elevar o estresse e comprometer o bem-estar do animal e dos filhotes. Desse modo, há um descumprimento da Lei dos Crimes Ambientais que assegura a proteção desses seres, fator que corrobora a urgência de maior fiscalização do poder público para inibir tais práticas.
Em segundo lugar, de acordo com a Associação Brasileira de Veterinários, o índice de abandono de “pets” permanece em ascendência. Por conseguinte, esse tipo de renúncia tende a aumentar acidentes, como, atropelamentos, mordeduras e zoonoses, de forma a acarretar prejuízos humanos. Logo, evidencia-se que as práticas de negligência contra essa população é um problema grave de saúde pública e social e merece ser urgentemente combatida. Destarte, é indispensável a intervenção governamental para o controle da proliferação de animais de rua.
Portanto, para combater os maus-tratos aos animais, é primordial a criação de uma lei Federal que exija licenças especiais para venda de filhotes, bem como uma fiscalização periódica nos criadouros por parte dos agentes da vigilância sanitária. Para tanto, os municípios precisam contratar mais profissionais com o intuito de aumentar os números de inspeções. Essa medida visa garantir o armazenamento, alimentação, saúde e higiene adequados para as diversas espécies, com a aplicação de multas severas para quem descumprir a legislação. Ademais, o Governo, em parceria com as universidades, deverá realizar gratuitamente a castração de animais domésticos e errantes, para tanto utilizará uma unidade móvel a fim de reduzir casos de animais de rua, bem como sua proliferação. Dessa forma, será possível proporcionar um ecossistema mais equilibrado, com o convívio harmônico.