Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 04/08/2019

Durante a história evolutiva do homem, sua relação com os animais era pautada, entre outros aspectos, em mutualidade e companheirismo. Entretanto, hodiernamente, o ser animal vem sendo abusado e explorado pelo ser humano, seja para fins econômicos ou como  cobaias para testes. Convém, portanto, pontuar os pilares que sustentam essa mazela.

A priori, entende-se que, desde ascensão do Humanismo, um viés antropocêntrico domina a visão do homem. O resultado disso é a subjugação dos animais, sobretudo para gerar lucro. A exemplo dos criadouros clandestinos, lugares onde cadelas de raças desejáveis são forçadas a terem consecutivas ninhadas, o que leva à deterioração de sua saúde e a dos filhotes. A existência desses recintos reflete o descaso de uma sociedade que valoriza o “pedigree” acima da procedência e bem estar dos animais.

Analogamente, os maus tratos aos animais estendem-se também na industria farmacêutica. O uso de cães e gatos para testar reações adversas de medicamentos constitui uma realidade indiscutível. Como retratado em 2013, ano em que centenas de cachorros foram encontrados em condições insalubres dentro de um laboratório do Instituto Royal. Muitos deles mutilados e com graves infecções. Tal acontecimento revela a conjuntura de um setor atrasado quanto à tecnologia, regido às custas do sofrimento de animais. Desse modo, reitera-se a herança histórica antropocêntrica, que é prejudicial à todos, humanos ou não.

Em suma, depreende-se que os maus tratos aos animais geram problemas que precisam ser transpostos. Cabe ao Poder Público, em conjunto com a iniciativa privada, apoiar organizações em prol dos animais, com a identificação e posterior fechamento dos criadouros ilegais,a fim de promover a adoção em detrimento do abuso. Além disso, através do Ministério do Meio Ambiente, é necessário a criação de uma comissão investigativa, que aplicará sanções em empresas que utilizam animais em testes, assim como incentivo fiscal para aquelas que não o fazem, com o intuito de estimular alternativas seguras em relação aos animais. Por intermédio dessas medidas, a mutualidade e o companheirismo voltarão a permear a relação entre homem e bicho.