Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 30/07/2019

Pelas redes sociais, foi publicado um vídeo no qual um funcionário de uma loja maltrata um cachorro por este apenas tentar adentrar a loja. No final do vídeo, o rapaz cansado da persistência do animal, acaba matando o cachorro, gerando uma revolta na mídia. Essa ação desumana está cada vez mais constante hodiernamente, causando vários conflitos. Nesse sentido, convém analisarmos as consequências de tais postura negligente para nossa sociedade.

Primordialmente, é válido destacar, que abandonos aos animais também é uma forma de maus-tratos. Como por exemplo, com influência da série televisiva da HBO, Game of Thrones, fãs adquiriram cachorros semelhante ao do personagem principal, da raça Husky Siberiano, esses fãs não se identificaram com a raça, fazendo abandono desses seres indefesos. Contudo não são apenas essas pessoas que fazem abandono. Segundo OMS, o Brasil tem 30 milhões de animais vivendo nas ruas.

Outrossim, faz-se mister, salientar as agressões físicas aos bichos, consequência disso, os números de animais maltratados fisicamente só aumentam, em 2011 eram 348 casos por mês dese tipo, hoje são mais de 628 casos por mês relatados. De acordo o sociólogo francês, Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora as estruturas impostas à sua realidade, após aderir, a comunidade neutraliza e por fim, reproduz. Diante de tal contexto, se a problemática persistir, mais pessoas irão se incentivar a fazer o mesmo.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Para tanto, o Estado deve criar mais abrigos para animais abandonados, visando a proteção destes. As escolas devem apresentar, por meio de palestras, a situação precária nesse quesito, fazendo com que os alunos se conscientizem de tal postura negligente. As mídias também têm um papel muito importante, elas não podem aceitar negligências do poder público, e sempre se manifestarem em prol aos direitos dos animais. Tais medidas visam combater a problemática de forma precisa e democrática.