Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 29/06/2019
O ser humano começou a domesticar animais na era glacial, há 500 mil anos, de acordo com as necessidades de sobrevivência. Entretanto, no século XXI, após a domesticação ganhar um caráter afetivo, muitos indivíduos usam a violência no tratamento desses seres que não possuem defesa. Isso ocorre pela ausência de punição e pela ideia de superioridade da raça humana.
Em primeiro lugar, quando o filósofo Immanuel Kant afirma que é possível conhecer o coração de um homem pela maneira com que ele trata os animais, ele ratifica a ideia de que machucar um animal é o reflexo da maldade humana. Nesse sentido, a racionalidade frente aos animais criou o sentimento de superioridade, logo, o ser vivo deve obedecer às ordens do dono ou é castigado, resultando em casos extremos de degradação física.
Outro fator a ser considerado é que não há uma lei federal que possa agir sobre os casos de maus tratos. Dessa forma, sabe-se que quando não há punição efetiva, o ser humano age sem medo de possíveis consequências, e isso só serve para incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Logo, é fundamental que exista um meio de represália, que proteja a vida animal, bem como qualquer outra.
Em suma, os maus tratos contra animais existem em grande quantidade e é reflexo da maldade humana e da ausência de proteção. Logo, cabe ao Poder Legislativo criar uma lei a nível federal que possa punir qualquer forma de violência animal. Além disso, as delegacias de polícia de cada município devem criar um disque denúncias para estes casos, com anonimato, e capacitar profissionais para atender essas ocorrências e punir de forma correta qualquer pessoa que pratique tais atos, a fim de proteger todas as formas de vida existentes.