Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 03/04/2019
“Quem é cruel com os animais, não pode ser um bom homem.” Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, já em sua época, afirmava uma informação importante: a maldade praticada contra os animais. Na contemporaneidade, esse fenômeno não é diferente, visto que, no Brasil, ainda é bastante recorrente casos de maus-tratos aos bichos, o que representa, assim, um desafio a ser enfrentado. Dessa maneira, é necessário avaliar as causas desse cenário, para, então, solucioná-lo.
De início, cabe salientar que uma das formas mais naturalizadas de maus-tratos é abandono animal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que as metrópoles brasileiras, em seu total, possuam mais de 30 milhões de cães e gatos abandonados. Assim, esses seres são constantemente marginalizados na sociedade, uma vez que vivem em condições insalubres, sem higiene, alimentação e moradia. Ademais, os animais desamparados tornam se possíveis vetores de doenças, como a Toxoplasmose - transmitida por meio das fezes contaminadas - o que contribui para transformar a questão dos maus-tratos em um problema de saúde pública. Logo, é inadmissível a inércia governamental com a crueldade vivenciada por tais seres vivos.
É notório, ainda, que a indústria do petshop sustenta os mais diversos casos de maus-tratos. De acordo com a ativista Luisa Mell, sua instituição pró-animal, em 2019, resgatou mais de 1500 cães em condições de vida cruel, de um canil, destinado à procriação, em São Paulo. Observa-se que a alta lucratividade desse comércio é enorme, visto que a venda de cada animal de raça via petshop, pode chegar até R$3.500. Posto isto, os criadores, em sua grande maioria ilegais, visam o lucro cada vez mais, o que consolida o cruzamento demasiado dos animais, até mesmo entre mães e filhos, que são confinados em ambientes sem cuidado veterinário, limpeza e lotados. Destarte, a compra desses animais, muitas vezes, fomenta o crescimento dessas fábricas de filhotes.
Fica claro, portanto, que os maus-tratos aos animais requerem ações efetivas para serem combatidos. Nesse sentido, o Governo Federal deve promover projetos nacionais para a proteção desses seres, por meio do Poder Legislativo, com a promulgação de leis a favor dos diretos dos animais, aumentando a pena e multa para os responsáveis de atos de crueldade, além de desenvolver um disque denúncia para os maus-tratos nos grandes centros urbanos e a criação de canis públicos para abrigar os animais abandonados. Espera-se, com isso, garantir a segurança e a qualidade de vida dos bichos.