Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 04/03/2019
O filme “OKJA” da Netflix,aborda a maneira como os animais são tratados em abatedouros,sendo submetidos a condições precárias e cruéis.Essa angustiante trajetória extrapola as telas e invade a realidade brasileira,na qual os números de maus tratos são altos.Nesse sentido,deve-se analisar como a ineficácia da lei e a falta de empatia da população influenciam na questão.
Em primeiro plano,é importante ressaltar que a lei N° 9.605/98,dá como pena uma detenção de três meses a um ano e multa diante de maus tratos no geral a animais silvestres e domésticos. Entretanto,ela é totalmente falha, pois não é aplicada na maioria dos casos,o que faz com que haja brechas para a persistência da violência contra os animais. Assim,a ideia de impunidade é um agravante para que situações de assassinatos,contrabando,abandono e envenenamento persistam no Brasil.
Em segundo plano,está o pensamento social de que os animais são inferiores por serem irracionais,portanto não merecem ser tratados com compaixão. Contudo,essa ideia que a sociedade tem é errado,pois os bichos têm uma vasta gama de habilidades que são usadas em prol da população e do meio ambiente.Por exemplo,cães policiais,cães guias e gatos que fazem companhia para pessoas com doenças,como a depressão. Dessa forma,a população deve desconstruir ideias errôneas,pois os animais também têm sentimentos.
Torna-se evidente,portanto,que medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse dos maus tratos. Desse modo,o Poder Legislativo deve intensificar a lei existente,a fim de que os indivíduos delatem os casos de violência.Ademais,o Ministério da Educação,em parceria com a mídia,deve lançar campanhas no âmbito escolar e na internet,para ampliar a conscientização nos indivíduos,com o intuito de estimular as denúncias contra os maus tratos aos animais.