Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 27/01/2019

Precárias e insuficientes. Esta é a verdadeira adjetivação para designar campanhas e projetos que inicialmente deveriam prezar pela qualidade de vida dos animais. O contexto hodierno da sociedade está pautado sob uma perspectiva individualista no tocante ao cuidado com os seres vivos. É fulcral articular caminhos proativos no corpo social para que agressões e maus tratos aos animais não façam parte do convívio social.

Conforme afirma a 1° lei de Newton, um corpo tende a manter-se em seu estado natural até que uma força mude o seu trajeto. De maneira análoga, os maus tratos aos animais são comuns no cotidiano e ao invés de uma força mudar seu movimento de ocorrência, na prática, seu percurso inerte é mantido. Isso se deve a passividade das pessoas mediante problemas que assolam a sociedade, o que dificulta o trabalho de ONG´s em benefício dos animais.

Além disso, é relevante enfatizar que falhas na promoção de justiça são responsáveis por manter a crueldade aos seres vivos. Isso ocorre porque, embora o artigo 225 da Constituição Federal tenha sido um avanço quanto ao combate a violência aos animais, ainda há ineficiente coerção-tipificação, investigação e punição- frente aos delitos que envolvem esse impasse, o que viabiliza a impunidade. Com efeito, esta, segundo o filósofo Cesare Beccaria, na obra “Dos Delitos e Das Penas”, favorece a ousadia hostil dos intolerantes. Fomentando, então, a indiferença humana ou a crueldade institucionalizada pelo poder público.

Diante dos fatos supracitados, torna-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente, mediante redirecionamento de verbas, contrate fiscais ambientais, além da criação de postos municipais locais para casos de denúncias de maus tratos, a fim de que, com maior fiscalização os direitos constitucionais dos animais sejam realmente respeitados. Ademais, cabe a midia influenciar positivamente as pessoas para se sensibilizarem com a causa animal através de ONG´s e campanhas buscando atingir o máximo de pessoas possível. Dessa forma, a lei de Newton iria refletir de forma coesa na sociedade e modificaria o sustentáculo irracional de boa parte dos cidadãos.